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O artolas

por PSI Frasquilho, em 23.01.15

 

 - O tipo teve de ser despedido, claro. Não podemos tolerar desvios ao descritivo da tarefa. Primeiro ele teria de pesar o açucar-13 gramas, nem mais nem menos-, depois colocá-lo com a mão direita a apoiar a esquerda num funil a 10cm da boca da engrenagem, num movimento rápido oscilaria o tubo e descarregaria o açúcar. Sem perder tempo,  com o indicador  esquerdo acionaria o ON da máquina. De imediato com o dedo anelar da mão direita desencravaria a vara. Empunharia-a a 90º  Oscilaria a vara 15º e por 40 s enrolaria os fios com delicada firmeza, corpo imóvel para poupar tempo.  Então... Ele era um artolas, um insubordinado. Fazia como lhe apetecia. Intolerável!

- Creio que agora ainda aí pelas ruas...um desgraçado. Não podemos ser frouxos, ai de nós.

 ...

Quem não é fustigado com a rigidez prescritiva "dos engenheiros de todos os trabalhos"? 

Errado, errado, errado!

As tarefas devem ser,  dentro do viável, o menos monótonas e repetitivas. Resguardar a autonomia é essencial. Tal como o controlo sobre as pausas e sobre o ritmo de trabalho.  E sempre há que deixar oportunidade para que as pessoas revelem as suas próprias habilidades. Estes são comprovados fatores de motivação e bom desempenho. 

 

ALERTA! Fatores psicossociais no topo das problemáticas de saúde ocupacional.

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publicado às 23:26



Na balança entre a tortura e o prazer, as perdas e os ganhos, a morte e a vida, eis uma análise coloquial . Os fatores psicossociais de risco à lupa da psiquiatria. Um SOS e uma partilha. Diga? Posso ajudar?

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